sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Carne e caos













Páginas improváveis do ventre e linhas
Pode ser o corpo marcado e saliva gelada
Pode ser o cheiro da boca e da ferida
Pode ser o seio quente e o tom da tua língua pra absorver

Imagem da folha e tesão
Pode ser sede embriagada e teu sono ereto
Pode ser a vagina infame e a carne lubrificada
Pode ser desejo e a vontade de gozar

Pode ser agora como numa morada desinventada
Quando a poesia deságua e avisa:
Meu corpo é sala sem hipocrisia.