terça-feira, 3 de julho de 2012

Elisa


Nossas pingas temperando de azul o acinzentado da vida. Toma deste aqui. Bebe do meu copo que é pra roçar na boca o tantinho de saliva que ainda cintila da noite que foi ontem e vai ver se as gotas vão alternando em lágrimas e a umidade amanhecida nas paredes da vagina. E eu já não tenho medo de falar sobre amor, e nem sobre cu que, aliás, desse mesmo nunca tive medo. O problema sempre foi achar bonito o barulhinho que sai depois do beijo e depois do sexo fartamente molhado. Há mais beleza além dos teus cabelos gozados do que supõe este pau ereto Elisa. Venha aqui. Bebe do meu copo que é pra registrar o DNA do teu beijo antes mesmo de consumar nossas bocas, que é pra emoldurar teu batom e pendurar na melhor parede da sala, que é pra lubrificar em momentos solitários, que é pra não ter vergonha de ser um tarado ejaculando em qualquer batom/vermelho/emoldurado/num/copo/da/melhor/parede/da/sala/Elisa.
Eu que ando tão disponível para com teus mamilos envergonhados não tenho a menor pretensão de lhe pedir a mão. O dia em que você chegar dentro do melhor vestido, subir as escadas com os mais caros sapatos e se deparar com minha singela forma de devoção emoldurada vai saber que o limite entre a boca e o precipício é pequeno demais pra não sentir daqui o cheiro da tua vulva quente.Entre pedir tua mão e implorar teu cu, nem você saberá da linha tênue que nos confronta. Então Elisa, bebe deste copo enquanto fazemos os dois de conta que não temos segundas intenções.


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